Entre mulheres de 33 a 58 anos entrevistadas por pesquisadoras americanas, a maioria vivia um tipo de relação que não é namoro nem caso passageiro: companhia, sexo e afeto contínuos, sem o rótulo de casal. No Brasil, quase três em cada dez divórcios judiciais de 2024 tiveram um marido com 50 anos ou mais. E uma meta-análise com mais de 165 mil pessoas situa o ponto mais baixo da satisfação no relacionamento por volta dos 40 anos. Os três dados contam a mesma história: depois dos 40, o amor não acabou, mudou de regras.
Este guia, escrito pelo psicólogo Cesar Coutinho a partir de fontes conferidas em 17 de outubro de 2026, reúne o que a ciência tem a dizer sobre os temas que mais aparecem no consultório nessa fase: o relacionamento sem rótulo, a queda da satisfação na meia-idade, o divórcio depois dos 50, a diferença de idade entre parceiros, o recomeço pelos aplicativos e o preço que o fim de uma relação cobra de homens e mulheres. Em cada tema, o que os estudos mostram vem junto com o que eles não permitem afirmar.
Depois dos 40, encontrar e manter uma relação fica diferente, não necessariamente pior. A satisfação no relacionamento tende a cair até por volta dos 40 e a subir até os 65. O divórcio depois dos 50 cresce no Brasil e, nos Estados Unidos, é pedido na maioria das vezes pela mulher. Parte das pessoas nessa fase escolhe relações sem rótulo para manter companhia e autonomia ao mesmo tempo. Nenhum desses padrões descreve uma pessoa específica: eles descrevem grupos.
Nem casual, nem namoro: por que tanta gente depois dos 40 escolhe o relacionamento sem rótulo?
Porque ele resolve um dilema típico dessa fase: querer companhia e sexo sem abrir mão da autonomia conquistada. É o que encontraram Elizabeth Armstrong, Laura Hamilton e colegas em um estudo publicado em 2024 na revista Social Problems. As pesquisadoras entrevistaram 53 mulheres negras e brancas de 33 a 58 anos, sem parceiro fixo e abertas a sexo e intimidade com homens. A maioria vivia o que o estudo chama de situationship: uma ligação contínua, num espaço entre o casual e o compromisso.
Três motivos apareceram com força nas entrevistas: frustração com o casamento ou com compromissos parecidos com ele, experiências ruins em namoros e nenhum interesse em viver sem sexo. O arranjo permitia evitar o sexo casual com desconhecidos, manter a identidade de mulher solteira e ainda assim ter companhia romântica. Mulheres negras, com renda mais alta e que se identificavam como queer eram as que mais usavam esse tipo de relação.
O estudo também registra o lado difícil. A ambiguidade pesa de formas diferentes conforme a fase da vida e o quanto a pessoa ainda deseja um arranjo convencional. Quem espera, no fundo, que o sem rótulo vire namoro tende a sofrer mais. É um achado qualitativo, feito nos Estados Unidos, com uma amostra pequena e escolhida de propósito: ele descreve um fenômeno, não mede quantas pessoas vivem assim.
O relacionamento sem rótulo funciona quando os dois querem a mesma coisa. Dói quando só um deles está esperando o rótulo chegar.
É verdade que aos 40 a satisfação no relacionamento chega ao ponto mais baixo?
Em média, sim, e depois sobe. Janina Bühler, Samantha Krauss e Ulrich Orth, da Universidade de Berna, reuniram 165 amostras de 16 países, com mais de 165 mil pessoas de 20 a 76 anos, em uma meta-análise publicada em 2021 no Psychological Bulletin. A satisfação com o relacionamento cai ao longo da juventude, atinge o ponto mais baixo por volta dos 40 anos, sobe até cerca dos 65 e se mantém alta depois disso.
A duração da relação tem curva própria: o mínimo aparece por volta dos 10 anos de relação e a satisfação volta a subir até os 20 anos. Dois detalhes importam. Primeiro, mesmo no ponto mais baixo, a satisfação média nunca ficou abaixo de 77% do máximo da escala: cai, mas não despenca. Segundo, homens e mulheres seguem a mesma trajetória; quem tem filhos relata um pouco menos de satisfação do que quem não tem.
O que isso não diz: a meta-análise descreve médias de grupo. Um casal pode passar pelos 40 sem nenhuma queda, e outro pode viver a pior fase aos 30. E a maior parte dos dados vem da América do Norte e da Europa.
Quem pede o divórcio depois dos 50?
No Brasil, o divórcio depois dos 50 cresceu. Nas tabelas do IBGE sobre os divórcios concedidos em primeira instância, a parcela em que o marido tinha 50 anos ou mais passou de 25,1% em 2014 para 29,8% em 2024; a parcela em que a mulher tinha 50 ou mais foi de 17,7% para 22,1%. Em 2024, foram 104.370 divórcios judiciais com marido de 50 anos ou mais e 77.490 com mulher nessa faixa, em um total de 350.407. Os dados não incluem os divórcios feitos em cartório, que o IBGE contabiliza separadamente.
Um detalhe curioso: a fatia de divórcios de casamentos com 20 anos ou mais caiu de 29,8% para 24,0% no mesmo período. Ou seja, as pessoas se divorciam mais velhas, mas nem sempre de casamentos mais longos. Parte dessas separações é de segundas uniões, que começaram tarde.
Quem pede? Para o Brasil não há estatística oficial sobre isso. Nos Estados Unidos, o sociólogo Michael Rosenfeld, da Universidade Stanford, acompanhou 2.262 adultos entre 2009 e 2015 na pesquisa How Couples Meet and Stay Together: as mulheres iniciaram 69% dos divórcios. Em namoros e uniões sem casamento, homens e mulheres terminavam na mesma proporção. A explicação do autor é que as mulheres casadas relatavam qualidade de relação menor que os maridos, enquanto nas relações sem casamento a avaliação dos dois era parecida. O trabalho foi apresentado em congresso, não em revista com revisão por pares, e vale para o contexto americano.
E o ninho vazio? Não é ele o vilão. I-Fen Lin e Susan Brown, da Bowling Green State University, acompanharam casais do Health and Retirement Study entre 1998 e 2012, em artigo de 2018 no Journals of Gerontology. A saída dos filhos de casa, a aposentadoria de um dos dois e as doenças crônicas não se relacionaram ao risco de divórcio depois dos 50. O que pesou foi o mesmo que pesa entre os jovens: menor qualidade do casamento, menos tempo de união, não ter casa própria e menos patrimônio. O divórcio grisalho foi mais provável entre casais em desvantagem social e econômica.
Quanto mais velho o homem, mais nova a parceira?
Em média, sim, e para as mulheres a tendência é a oposta. Jaroslav Gottfried e colegas analisaram 35.996 europeus com 50 anos ou mais, em 29 países, dentro da pesquisa SHARE, em artigo publicado na revista Personal Relationships. Como cada pessoa informou quando a relação começou, os autores puderam olhar a idade dos dois no momento da escolha. Para os homens, a idade projetada da parceira caía quase 1 ano a cada 5 anos a mais na idade em que a relação começou. Para as mulheres, o efeito existiu, mas menor: a tendência inicial de escolher homens um pouco mais velhos foi se deslocando para parceiros da mesma idade conforme elas envelheciam.
Os autores consideram plausíveis duas leituras ao mesmo tempo: uma evolutiva, ligada à fertilidade e ao status, e uma sociocultural, ligada às prioridades das mulheres na maturidade, como companhia e menos chance de virar cuidadora. O estudo mede escolhas reais em relações duradouras, não preferências declaradas, e a amostra é europeia.
Sobre quem é mais feliz nessas relações, a evidência é frágil. Um levantamento britânico de 2025, com 126 pessoas de 18 a 50 anos em relações com diferença de 7 a 10 anos, encontrou mais satisfação entre homens com parceiras mais novas e menos satisfação sexual entre mulheres mais novas com parceiros mais velhos. A amostra é pequena e o estudo é um retrato de um só momento: serve para levantar perguntas, não para responder.
Quem recomeça mais rápido depois dos 50, o homem ou a mulher? E os filhos adultos atrapalham?
Os homens recomeçam mais, e os filhos pesam na decisão. Susan Brown e I-Fen Lin acompanharam, no Health and Retirement Study de 1998 a 2018, pessoas que se separaram depois dos 50 nos Estados Unidos. Em dez anos, 12% das mulheres e 26% dos homens formaram uma nova união, morando junto ou casando. Outros 7% das mulheres e 11% dos homens voltaram para o próprio cônjuge. Ter mais recursos aumentou a chance de uma nova união, sobretudo entre os homens. O artigo saiu em 2025 no Journal of Marriage and Family.
Em outro artigo de 2025, no Journals of Gerontology, os mesmos autores olharam para 1.359 pais e mães divorciados depois dos 50 com filhos adultos. Morar com um filho adulto, ter um filho morando perto e com contato frequente, ou ajudar os filhos financeiramente, tudo isso reduziu a chance de o pai ou a mãe formar uma nova relação. Quem tinha filhos longe, ou perto mas com pouco contato, recomeçou mais. Os autores leem isso como laços familiares fortes que, sem intenção, desestimulam o novo relacionamento.
Para o Brasil, o IBGE registra um movimento compatível: segundo reportagem com base nas Estatísticas do Registro Civil, os casamentos com pessoas de 50 anos ou mais passaram de 17,6 mil para 71,8 mil em vinte anos, enquanto o total de casamentos encolhia. Casar de novo depois dos 50 deixou de ser exceção.
Namorar aos 40 pelos aplicativos é mais difícil do que aos 25?
É diferente, e o principal problema não é a idade: é o tempo. Zack Dwyer, Nicholas Hookway e Brady Robards, em estudo qualitativo publicado em 2021 no Journal of Sociology, entrevistaram australianos de 30 e 40 anos que recomeçavam depois de uma separação. Eles descrevem um mercado de namoro rarefeito: jornada de trabalho, filhos e pouco acesso à vida noturna reduzem as chances de conhecer alguém. Os aplicativos engrossam esse mercado, mas a escolha de parceiros passa por uma filtragem emocional moldada pelas relações anteriores, e a segurança on-line preocupa mais as mulheres.
Entre os mais velhos, a desconfiança é a regra. Em pesquisa da Opinion Box com 1.114 brasileiros de 60 anos ou mais, feita entre abril e maio de 2025 e apresentada no Fórum Longevidade, 26% já tinham usado aplicativos de relacionamento e 7% começaram uma relação pela internet; 62% acham mais difícil confiar em alguém conhecido on-line e 60% consideram as relações on-line perigosas por si só.
A desconfiança tem fundamento. O Portal do Investidor, do governo federal, descreve o perfil mais atingido pelo golpe do amor: mulheres de 40 a 70 anos, muitas divorciadas ou viúvas, em momento de solidão ou carência. O texto detalha os mecanismos: declarações intensas logo no início, a tendência de interpretar tudo como plausível depois que o vínculo se formou, o medo de perder a pessoa e a sensação de que afeto é raro. Não é falta de inteligência; é o funcionamento normal da mente apegada, explorado por quem sabe disso. Uma projeção citada pelo portal estima prejuízos de cerca de R$ 440 milhões no país até 2028.
Quem sofre mais com o fim da relação: o homem ou a mulher?
No corpo, os homens; nas pesquisas disponíveis, com consistência. Rikke Lund e colegas, da Universidade de Copenhague, acompanharam 4.835 dinamarqueses por mais de 20 anos e mediram marcadores de inflamação crônica quando eles tinham entre 50 e 60 anos, em artigo de 2022 no Journal of Epidemiology and Community Health. Homens que viveram sozinhos por mais de seis anos, ou que passaram por dois ou mais términos, tinham mais chance de inflamação elevada. O mesmo padrão não apareceu nas mulheres. É associação, não prova de causa, e a medida de término incluiu qualquer fim de coabitação.
Na viuvez, a diferença se repete. Koichiro Shiba e colegas, das universidades de Boston e Chiba, acompanharam cerca de 26 mil idosos japoneses por seis anos, 1.076 dos quais enviuvaram, em estudo publicado em fevereiro de 2026 no Journal of Affective Disorders. Os viúvos tiveram mais depressão, demência, consumo de álcool e mortalidade, e relataram menos apoio social, mesmo participando de mais atividades. As viúvas tiveram uma queda inicial de felicidade e, em vários casos, melhora da satisfação com a vida nos anos seguintes. Os autores atribuem parte disso ao fim de longos períodos de cuidado do cônjuge. É um resultado japonês, de uma cultura com papéis de gênero próprios.
E a solidão? Em resumo apresentado em 2025 na Innovation in Aging, Iris Wahring e colegas compararam 4.768 americanos do Health and Retirement Study: ir morar com alguém reduziu a chance de solidão, sobretudo entre homens mais velhos que também se casaram no período; a separação, em média, não mudou a solidão de forma significativa. Para muitos, o fim da relação é alívio e perda ao mesmo tempo.
| Dado | O que mostra | O que não dá para afirmar |
|---|---|---|
| Satisfação no relacionamento mais baixa por volta dos 40 e maior aos 65 (meta-análise, 165 mil pessoas) | A meia-idade é, em média, a fase mais difícil da relação, e ela passa | Que o seu casamento vá piorar aos 40 ou melhorar aos 65 |
| Mulheres iniciam 69% dos divórcios (EUA, 2.262 adultos) | Nos EUA, a insatisfação com o casamento pesa mais para as mulheres | Que o mesmo valha para o Brasil, onde não há estatística sobre quem pede |
| Ninho vazio, aposentadoria e doença não previram divórcio depois dos 50 (EUA) | As causas do divórcio grisalho são as mesmas de sempre: qualidade da relação e dinheiro | Que a saída dos filhos não afete o casal; ela só não foi o gatilho da separação |
| Homens mais velhos escolhem parceiras mais novas; mulheres aos 60 escolhem a mesma idade (36 mil europeus) | Há um padrão de grupo nas escolhas de idade | Que um casal com diferença de idade seja mais ou menos feliz por isso |
| 26% dos homens e 12% das mulheres recomeçam em 10 anos depois de uma separação aos 50+ (EUA) | Homens formam nova união com mais frequência | Que as mulheres queiram menos: muitas escolhem não morar junto de novo |
| Relacionamento sem rótulo entre mulheres de 33 a 58 anos (53 entrevistas) | É uma escolha deliberada para manter companhia e autonomia | Quantas pessoas vivem assim, ou se o arranjo faz bem a longo prazo |
Como a terapia ajuda a encontrar e manter um relacionamento depois dos 40?
Ajudando a separar o que é escolha do que é medo. Depois dos 40, quase todo mundo chega com história: um casamento que acabou, um luto, filhos, uma rotina cheia. A terapia cognitivo-comportamental trabalha com as crenças que essa história deixou, como "ninguém vai me querer com essa idade", "vou repetir tudo de novo" ou "melhor sozinho do que mal acompanhado", e testa cada uma contra os fatos da vida atual. Com casais, o foco vai para o que a meta-análise aponta como ponto baixo da meia-idade: comunicação, divisão de tarefas, sexo, dinheiro e o tempo que sobrou para os dois.
Perguntas que ajudam a pensar antes de uma decisão afetiva depois dos 40
- Se estou em uma relação sem rótulo, nós dois queremos o mesmo, ou eu estou esperando que ela vire outra coisa?
- O que eu chamo de cansaço do casamento é falta de companhia, um problema prático ou uma decisão já tomada e não dita?
- Ao conhecer alguém novo, estou comparando com um ex ou olhando a pessoa que está na minha frente?
- Meus filhos adultos sabem o que eu quero para a minha vida afetiva, ou eu decidi por eles sem perguntar?
- Alguém que conheci on-line já pediu dinheiro, evita chamada de vídeo ou acelera demais as promessas?
- Depois do fim, com quem eu conto de verdade, além do ex-parceiro ou da ex-parceira?
Quando procurar um psicólogo?
Quando a dúvida vira sofrimento que não passa. Alguns sinais merecem uma conversa com um profissional: ficar meses sem conseguir decidir se fica ou se vai; evitar qualquer aproximação por medo de repetir o passado; sentir que a relação sem rótulo virou uma espera dolorosa; perceber que o fim de um casamento trouxe isolamento, álcool em excesso ou tristeza na maior parte dos dias; ou ter enviado dinheiro a alguém que só conhece pela internet e sentir vergonha de contar.
Não é preciso estar em crise para começar. Muita gente procura terapia nessa fase para entender o que quer de uma relação antes de entrar em outra. A terapia de casal pode ser inadequada enquanto houver violência, coerção ou medo de retaliação; nesses casos, o atendimento individual vem primeiro.

Comentário do psicólogo
No consultório, o que mais vejo depois dos 40 não é falta de opção, é excesso de história. A pessoa chega comparando cada encontro com o casamento que acabou, ou aceitando um relacionamento sem rótulo porque tem medo de pedir mais. O trabalho é devolver a ela o direito de escolher com os olhos abertos: ficar, ir, recomeçar ou esperar, mas por decisão, não por medo.
Depois dos 40, o problema raramente é a idade. É a história que a pessoa carrega para o próximo encontro.
Perguntas frequentes
É uma ligação contínua que fica entre o casual e o compromisso: há companhia, sexo e afeto, mas sem o nome de namoro. Em estudo de 2024 com 53 mulheres de 33 a 58 anos, a maioria vivia assim para manter companhia e autonomia ao mesmo tempo. Funciona melhor quando os dois querem o mesmo.
Em média, sim. Uma meta-análise com mais de 165 mil pessoas de 20 a 76 anos encontrou o ponto mais baixo por volta dos 40 anos e uma subida até os 65. Mesmo no ponto mais baixo, a satisfação média ficou acima de 77% da escala.
Sim. Nos divórcios judiciais de primeira instância, a parcela com marido de 50 anos ou mais foi de 25,1% em 2014 para 29,8% em 2024, e com mulher nessa faixa, de 17,7% para 22,1%, segundo o IBGE.
No Brasil não há estatística oficial. Nos Estados Unidos, um estudo com 2.262 adultos encontrou que as mulheres iniciaram 69% dos divórcios, enquanto em relações sem casamento os dois terminavam na mesma proporção.
Declarações intensas logo no início, promessas de futuro antes de qualquer encontro, desculpas para evitar chamadas de vídeo e, em algum momento, um pedido de dinheiro. O perfil mais atingido, segundo o Portal do Investidor, são mulheres de 40 a 70 anos. Se aconteceu com você, registre ocorrência e não envie mais dinheiro.
Como este conteúdo foi elaborado
Guia educativo do psicólogo Cesar Coutinho, baseado em fontes conferidas em 17 de outubro de 2026: a meta-análise de Bühler, Krauss e Orth (Psychological Bulletin, 2021); o estudo de Armstrong e colegas (Social Problems, 2024); os artigos de Lin e Brown sobre divórcio e recomeço depois dos 50 (Journals of Gerontology, 2018 e 2025; Journal of Marriage and Family, 2025); o estudo de Gottfried e colegas (Personal Relationships, 2024); a análise de Rosenfeld (Stanford, 2015); os estudos de Lund e colegas (2022), Shiba e colegas (2026) e Wahring e colegas (2025); as tabelas do IBGE sobre divórcios por idade (SIDRA, tabela 5937); a pesquisa Opinion Box 60+ e o texto do Portal do Investidor sobre golpes afetivos. Estudos descrevem médias de grupos e não avaliam uma pessoa específica. Não é diagnóstico nem substitui avaliação profissional.
Fontes
- “It’s Complicated”: How Black and White Women Innovate with Situationships at Midlife (2024) — Social Problems — Armstrong, Hamilton, Garrison, Giles, Hoffman e Perone (acesso em 17/10/2026)
- Development of relationship satisfaction across the life span: A systematic review and meta-analysis (2021) — Psychological Bulletin — Bühler, Krauss e Orth, Universidade de Berna (acesso em 17/10/2026)
- Divórcios concedidos em 1ª instância, por grupos de idade do marido e da mulher e tempo transcorrido entre o casamento e a sentença (tabela 5937, 2014 a 2024) — IBGE — Estatísticas do Registro Civil, SIDRA (acesso em 17/10/2026)
- Women More Likely Than Men to Initiate Divorces, But Not Non-Marital Breakups (22/08/2015) — American Sociological Association — Michael Rosenfeld, Universidade Stanford (acesso em 17/10/2026)
- Antecedents of Gray Divorce: A Life Course Perspective (2018) — Journals of Gerontology: Series B — Lin, Brown, Wright e Hammersmith (acesso em 17/10/2026)
- Marital separation, reconciliation, and repartnering in later life (2025) — Journal of Marriage and Family — Brown e Lin (acesso em 17/10/2026)
- Parent-Adult Child Relationships and Repartnering After Gray Divorce (2025) — Journals of Gerontology: Series B — Lin e Brown (acesso em 17/10/2026)
- Couples age discrepancies in a large-scale European sample: Evolutionary and sociocultural perspectives (2024) — Personal Relationships — Gottfried, Ševčíková, Blinka e Lambert South (acesso em 17/10/2026)
- Do partnership dissolutions and living alone affect systemic chronic inflammation? A cohort study of Danish adults (2022) — Journal of Epidemiology and Community Health — Lund e colegas, Universidade de Copenhague (acesso em 17/10/2026)
- Viuvez afeta homens e mulheres de formas diferentes, mostra estudo (Journal of Affective Disorders, 2026) — Metrópoles — sobre Shiba e colegas, Universidade de Boston e Universidade de Chiba (acesso em 17/10/2026)
- Relationship Transitions and Loneliness in Midlife and Older Adulthood (2025) — Innovation in Aging — Wahring, Ghose, Ram, Hoppmann e Gerstorf (acesso em 17/10/2026)
- Navigating thin dating markets: Mid-life repartnering in the era of dating apps and websites (2021) — Journal of Sociology — Dwyer, Hookway e Robards, Universidade Monash (acesso em 17/10/2026)
- 26% dos brasileiros 60+ já usaram apps de namoro; segurança ainda é um medo (pesquisa Opinion Box, 2025) — Viva — Fórum Longevidade (acesso em 17/10/2026)
- Romance scam: quando o afeto se transforma em armadilha emocional e financeira (08/10/2025) — Portal do Investidor — Governo Federal (acesso em 17/10/2026)
- Casamentos entre pessoas 50+ aumentam enquanto média brasileira cai (20/05/2025) — Viva — com dados das Estatísticas do Registro Civil 2023, IBGE (acesso em 17/10/2026)
